Futebol para bobos: o maior espetáculo da Terra

21 de julho de 2010

O gol é o ponto mais alto do futebol. Menos para o Parreira para quem  ele “é apenas um detalhe”. Mas Parreira é o que é, e faz anos que temos de engulí-lo. A Copa do Mundo é o maior espetáculo da Terra e deveria sempre realizar  sua grande final no Coliseu, em Roma, para fazer jus à sua grandiosidade. Entretanto no seu dia maior, jogam-se quase duas horas de ludopédico e acontece apenas um gol. É estupendo como temos a capacidade de sermos manipulados e enganados por um empreendimento comercial. Onde quem perde chora muito… apenas porque seus negócios serão prejudicados financeiramente. Se as coisas continuarem assim, ganha quem fica mais tempo com a bola, é melhor logo organizar uma copa onde só seja permitido embaixadinhas. Quem ficar mais tempo sem deixar a bola cair leva o caneco, e chega de sofrimento. Está tudo tão chato que, como disse o filósofo Tostão, na Folha de S.Paulo, o drible de corpo, a finta, o drible em que o jogador vai para um lado e, depois vai para o outro, o elástico e todos os tipos de dribles são cada vez menos frequentes. […] No futuro o drible vai ser tão raro que poderá ser considerado uma falta, uma atitude antiética. E não estamos longe disso: basta lembrar o que aconteceu com Kerlon, o jogador que inventou o drible da foca, lá em Minas Gerais.

Cartaz de Geraldo Dalla Valle, designer da Artgraf Design Corporativo de Porto Alegre, RS.

Cartaz de Geraldo Dalla Valle, designer da Artgraf Design Corporativo de Porto Alegre, RS.

O cartaz

19 de julho de 2010

O cartaz é um olhar sobre a produção e a criação de uma coleção de cartazes que vai se tornando uma das mais perenes e importantes do Brasil, graças ao trabalho e a constante inovação do concurso que desde 1995 escolhe e premia um projeto gráfico para representar o Prêmio Design Museu da Casa Brasileira. Usando o concurso como contexto o autor ressalta as transformações ocorridas no design gráfico desse período. Lançamento junho 2010.

O CARTAZ – Prêmio Museu da Casa Brasileira, Rosari, 2010
Claudio Ferlauto

O CARTAZ Tela

24º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira

13 de julho de 2010

Inscrições até 19 de agosto: consulte regulamento no site mcb.org.br.Cartaz-Premio-Design

Marca com a cara do Chico Xavier, segundo a Folha de S.Paulo

10 de julho de 2010

A FIFA convidou 30 empresas do ramos para escolher a marca da Copa 2014 e se a solução escolhida era a melhor, imaginem as outras! Agora eles não especificaram o que queriam dizer com “empresas do ramo”  A vencedora não é do ramo do design: foi a agência África, cuja escolha  deve ter sido a última homenagem aos donas da casa desta copa que se foi.

Show de horrores dos notáveis

8 de julho de 2010

thumb_site_revela_nova_versao_de_logo_da_copa_2014_172010-112629-1Parece que esta é a alternativa dos notáveis.

Os notáveis:  Ricardo Teixeira, o secretário-executivo da Fifa, Jérôme Valcke, o arquiteto Oscar Niemeyer, o escritor Paulo Coelho, a cantora Ivete Sangalo, o designer Hans Donner e a modelo Gisele Bündchen.


A marca e a mão boba dos notáveis

8 de julho de 2010

O “juri” foi formado pelos notáveis: Ricardo Teixeira, o secretário-executivo da Fifa, Jérôme Valcke, o arquiteto Oscar Niemeyer, o escritor Paulo Coelho, a cantora Ivete Sangalo, o designer Hans Donner e a modelo Gisele Bündchen. Mas ninguém informou quem fez a besteira. logomarca-oficial-da-copa-de-2014-1278611916253_300x300

Olhar gráfico na revista Abigraf #247

24 de junho de 2010
Revista Abigraf #247 Maio-Junho 2010

Revista Abigraf #247 Maio-Junho 2010

Design gráfico: pós-graduação na FAAP

7 de junho de 2010

Está se formando a terceira turma do curso de pós-graduação lato sensu da FAAP, que tem a coordenação de Carlos Perrone e entre seus professores Marcelo Aflalo, Marcos Mello, Fernanda Pitta, Auresnede Pires Stephan, Celaine Refosco, Rico Lins e outros designers atuantes no mercado e na universidade. ¶ Os trabalhos abaixo foram produzidos na Disciplina Editorial: o designer como editor, ministrada por Claudio Ferlauto. ¶ Informações pos.atendimento@faap.br |tel 11 3662 7449.

Projeto de Fabíola Greca, pós FAAP, 2010

Projeto de Fabíola Greco, pós FAAP, 2010

Capa do projeto de Ana Basaglia, Pós-graduação em Design Gráfico, FAAP, SP, 2010

Capa do projeto de Ana Basaglia, Pós-graduação em Design Gráfico, FAAP, SP, 2010

Andrea-2

Página dupla do projeto de Andrea G Simão, pós-graduação em Design Gráfico, FAAP, SP, 2010.

Deyan Sudjic

5 de junho de 2010

Deyan Sudjic é diretor do Design Museum, de Londres, é o que informa lacônicamente a quarta capa do livro A linguagem das coisas (Editora Intrínsica, Rio de Janeiro, 2010). # A obra é uma crítica ao consumo inconsciente e à obsolescência planejada que estamos nos acostumando como ovelhas e cordeiros manipulados por pastores do mercado e dos governos. Quem se incomoda ou quem se acomoda com as contínuas atualizações (quase sempre) inúteis em seu laptop, em seu tocador de música, em seu automóvel precisa ler o Deyan para compreender o que se passa na sua vida: coisa que vai muito além do fato de mexer no seu bolso# E os designers deveriam ser obrigados a ler para entender como estão deixando de ser agentes transformadores da sociedade, para se tornarem marionetes manipuladas por controles muito remotos… E muito mais. # Alguns trechos: O uso exagerado da palavra designer a esvaziou de significados, ou a transformou em sinônimo de cínico e manipulador. [ler também Villém Flusser, O mundo codificado, Cosac Naify] # Nossa relação com nossas posses nunca é direta. É uma mescla complexa de ciência e nocência. Os objetos estão muito longe de serem tão inocentes [...]e é isso que os torna interessantes demais para serem ignorados. # Támbém decepcionante [...] é a introdução feita pela Apple de uma peça magnética que liga a máquina ao cabo de alimentação; Sem dúvida ela impede que, sem querer derrubemos a máquina no chão; [...] mas isso também significa que o cabo e o transformador do modelo antigo [...] são agora absolutamente inúteis. # O design é usado para moldar percepções de como os objetos devem ser compreendidos. [...] Essa é uma linguagem que evolui e modofoca seus significados tão depressa como qualquer outra. Pode ser manipulada com sutileza e inteligência, ou com obviedade canhestra. Mas é a chave para entender o mundo feito pelo homem.

La stampa como design, Renato De Fusco, in Storia del Design, Editora Laterza

1 de junho de 2010

Renato De Fusco:  “Alguns dados numéricos nos fornecem a prova mais convincente do caráter industrial do produto em exame [a imprensa] em contrapartida aos produtos manufaturados únicos e indiferenciados. Nas oficinas dos grandes impressores, como os Koberger, os Froben, os Plantin, passavam pelas prensas de 2500 a 3500 folhas nas doze ou dezesseis horas do trabalho diário, com uma média de produção de uma folha a cada 20 segundos, como vinha especificado nos contratos de trabalho; Vindelino da Spira imprime em 1471 mil cópias dos comentários de Panormita (…); Manunzio, no inicio do século seguinte, “tira” mil cópias dos volumes de sua coleção dos clássicos (…). Em um resumo sintético, Escarpit sustenta que a média dos livros impressos não superava as mil cópias em meados do século XV; no século seguinte estava entre dois mil e tres mil cópias, e permaneceria nesta cota até a metade do século XVIII. Mais esclarecedores são os cálculos e as considerações sobre dados quantitativos fornecidos por Febvre e Martin: “Chegaram até nós de trinta  a trinta e cinco mil obras impressas realizadas entre 1450 e 1500, representando de 10 a 15 mil textos diferentes. Se levarmos em conta as obras perdidas, seriam muito mais. Considerando uma tiragem média de quinhentas cópias, trata-se de cerca de vinte milhões de exemplares impressos antes de 1500. Número impressionante, mesmo para nós, homens do século XX”. Storia del Design, Renato De Fusco, Editora Laterza, Roma, 2003.