Cartazes, parte I

Uma onda de cartazes —e outras peças gráficas— de “pé quebrado” assola o globo na mesma velocidade com que as máquinas eletrônicas disponibilizam mais recursos, mais velocidade e mais (d)efeitos especiais. E mesmo neste novo ambiente o cartaz sobrevive e se transforma. Dois designers atuantes na Alemanha, servem de exemplo de uma escola contemporânea que une equilibradamente, simplicidade e complexidade, pragmatismo e poesia, relacionando a racionalidade germânica com um certo desbunde, são eles: Uwe Loesch e Pierre Mendell (esse nascido nos EUA).
No Brasil o cartaz se tornou uma peça indoor, e de circulação reduzida e que tinha seu maior aliado e contraponto público nos lambe-lambes, comuns em paredes, sob os viadutos, em tapumes e outros lugares de grande visibilidade urbana. Uma legislação municipal de 2008 acabou com a exposição pública deles e de todos os outros tipos de cartazes que existiam na cidade de São Paulo. Os cartazes em ônibus e metros não recuperaram o prestígio que tinham nos bondes:
Veja ilustre passageiro, o belo tipo faceiro que o senhor tem a seu lado. E no entanto acredite, quase morreu de bronquite, salvou-o  Rhum Creosotado. O que encontramos nos vagões do metro são horrores produzidos com o uso indiscriminado das potencialidades dos softwares gráficos ou anúncios disfarçados de cartazes.
Rico Lins, Kiko Farkas e Claudio Rocha são designers brasileiros que se destacaram recentemente por suas séries de cartazes para a Orquestra Jazz Sinfônica, para a Orquestra Sinfônica de São Paulo e para a revista
Tupigrafia. A essa produção soma-se às coleções da Bienal de São Paulo, da ECO-92, da Cia. Suzano, do Centro Cultural Banco do Brasil, da Petrobrás e do Prêmio Design Museu da Casa Brasileira na construção da linguagem do cartaz no país. Do livro O cartaz – Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, Claudio Ferlauto, Rosari, 2010, publicação prevista para o primeiro semestre de 2010.

O poder do somQuinta aumentada

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