As embalagens começaram a ser usadas como proteção no transporte de alimentos. Depois foram ganhando novas funções e responsabilidades. Os shakers, religiosos estabelecidos nos EUA no século XIX, foram uma das primeiras corporações norte-americanas a usar a embalagem também como um poderoso indicador da qualidade de seus produtos. ¶ Para os livros a embalagem é sua capa. Os primeiros livros tinham como “capa” seus complexos frontispícios [ver "Fresta no escuro", nesse blog], ganharam em seguida uma proteção em couro, gravações em ouro, detalhes em relevo e muito mais. No início do século XX estas capas duras de couro começaram a ser produzidas com uma proteção de papel, as vezes impressas, que se transformaram nas atuais sobrecapas. Atualmente ninguém sequer olha a capa dura entretido que está pelas soberbas sobrecapas impressas a quatro cores, fotografias, com relevos e aplicações de películas plásticas de ouro e prata… ¶ Produtos tradicionais, culturalmente fortes, como vinhos e doces, mantém embalagens sofisticadas ligadas aos elementos culturais de sua região ou país como é o caso desta embalagem —com cara renascentista— de pão forte toscano, produzida em Siena, Itália.