
No início dos anos 1980, quando cursava o mestrado da FAU USP desenhei no canto do caderno a marca QU4TRO. Era uma época anterior criação do Post Script, e portanto, dos computadores e programas gráficos. Não era usual tratar a tipografia com irreverêncai, como dizem hoje, “brincar” com ela. Quando criamos o escritório —junto com Mauro Munhoz, João Baptista Novelli Junior e Cristina Burger— desenvolvemos duas soluções para a marca: uma era um A maiúsculo, no estilo inclinado do Avant Garde do Herb Lubalin, que tinha um corte na perna esquerda do A, logo abaixo da barra horizontal, e que podia ser lido como um A e como um 4. ¶ O Madia (Francisco Alberto MADIA de Souza), mesmo surpreso com a solução, quando a viu foi logo dizendo para adotarmos a forma QU4TRO e esquecermos a outra. Passados os anos muitos outros quatro arquitetos e quatro designers surgiram em São Paulo e pelo Brasil afora, Quattro em italiano, equipe quatro, A4. Coisa normal. Com o advento da era digital e desenvolvimento da internet e coisa explodiu: tem muito quatro por aí o que corrobora a razão da nossa escolha por este nome: falta de imaginação. Não havia consenso como nos chamar, não havia idéia e como eramos quatro arquitetos (dois trabalhavam com design) resolvemos nos chamar simploriamente QU4TRO Arquitetos. O que não é normal é copiar, sem imaginação alguma, como estes casos do Paraná e de Minas Gerais.