Arquivo de abril de 2009

O desenho e a cor

quinta-feira, 30 de abril de 2009

De Jacqueline Lichtenstein

in A pintura. O desenho e a cor. Ed.34.
(…) O desenho remete sempre à ordem de um projeto; pressupõe uma antecipação do espírito que concebe asbtratamente e representa mentalmente a forma que quer realizar, o objetivo que busca atingir. O desenho não é matéria nem corpo, nem acidente, escreve Zuccaro na Idea del pittore, e sim forma, concepção, idéia, regra e finalidade —em suma uma atividade superior do intelecto.

6 capas, Tide Hellmeister, Rosari, Psicologia

quarta-feira, 29 de abril de 2009
3-capas-tide2

Tide Hellmeister, 2003

Tide Hellmeister, 2003

Tide Hellmeister, 2003

Três livros para quem trabalha ou curte tipografia, cinema, video, narrativa visual e imagens da arte e da ciência

domingo, 26 de abril de 2009

tres livros

01 ¶ Digital Typography de Donald E. Knuth. CSLI, Standford, 1999.
This is an electrifying Book. The essays collected here helped lead typography from its mechanical and photographic past into its electronic, digital future.
A obra abre a caixa preta da tipografia digital. Pura matemática.
02 ¶ Digital storytelling de Shilo T. McClean. The MIT Press, Cambridge, 2007.
O autor, entre outras coisas, faz a defesa dos efeitos visuais digitais —DVFx, em inglês digital-visual-effects— como elemento importante e autêntico da narrativa cinematográfica contemporânea.
E muito mais.
03 ¶ Six Stories from the End of Representation de James Elkins. Standford University Press, Standford, 2008.
Tem como complemento do título: Imagens na pintura, fotografia, astronomia, microscopia, partículas físicas e mecânica quântica, 1980-2000, que é o período em que o autor desenvolveu sua tese e uma metodologia de pesquisa para relacionar ciência e humanidades.
Bela viagem.
Claudio Ferlauto

Semana de Comunicação e Design

domingo, 26 de abril de 2009

2-semana-de-design-estacio

A primeira Semana Acadêmica de 2009, da Faculdade Estácio de Sá Juiz de Fora (FESJF), vem repleta de atrações. Uma união entre os cursos de Design Gráfico e Comunicação Social proporcionou aos acadêmicos um vasto leque de possibilidades, que englobam oficinas, exposições e palestras. Entre os convidados estão profissionais renomados, como o diretor de criação da Tribo IN e da ADG Brasil (Associação dos Designers Gráficos do Brasil), Eduardo Braga, o jornalista e escritor João Silvério Trevisan e o publicitário e diretor de criação da agência Binder FC+M Comunicação, Alexandre Mota.

O Coordenador do Núcleo de Comunicação e docente da área de Comunicação da FESJF, Antônio Carlos da Hora, acredita que a iniciativa e as atividades atenderam às expectativas, pois grande parte das oficinas já estão preenchidas. Para ele, isso comprova o interesse dos alunos em ampliar conhecimentos e interesses. Hora destaca que esse é o momento dos acadêmicos aproveitarem, ao máximo, as oficinas e atividades e, principalmente, levarem esse conhecimento não só para a sala de aula, mas para a vida profissional.

A Coordenadora de Jornalismo, Jakeline Sousa, concorda com Hora, e enfatiza que a escolha dos cursos e eventos baseia-se em um balanço das atividades promovidas no ano anterior e uma busca por tendências do mercado. Para ela, as Semanas Acadêmicas são muito importantes, pois são momentos nos quais instituição se abre, ainda mais, para os profissionais que estão no mercado e possibilita aos alunos esta troca de conhecimentos.

Outras informações no site www.fesjf.estacio.br ou na Agência de Publicidade e Propaganda que fica no 3° andar da Instituição.

Programação completa

www.jf.estacio.br/noticias/noticias_SCD.asp

Por Jaqueline Dias

www.zinecultural.com/zine/estaciojf/index.php

O equívoco de nossa suposta civilização das imagens é afirmar que ler as imagens é mais fácil e simples que ler a palavra escrita

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Marco Vacchetti, in Storie dell’Arte, ed. Scuola Holden, Milão, Itália, 2000.

(…) Um museu se assemelha um pouco a uma biblioteca. É um conjunto de textos, documentos, narrativas. Mas quando vamos a uma biblioteca, seria muita tolice ter a pretensão de ler todos os livros que ela contem. Nos museus, ao contrário, a voracidade do turismo cultural nos acostumou a esta postura: queremos experimentar de tudo. Desta maneira acabamos de ver o Louvre, o Prado, os Uffizi, não as obras. O olhar do visitante em um museu pode virar o filho de um olho cego, de uma atenção surda, que se satisfaz com um rápido reconhecimento.¶ Esta atitude seria o mesmo que imaginar ter visitado e conhecido uma região só porque cruzamos através dela por uma auto-estrada. ¶ Nossa percepção das obras de arte não deveria tratar-se de ser uma visão a partir da estrada. Dar uma folheada em um livro não significa tê-lo lido, assim como, dar uma olhadinha na superfície de uma pintura sem questionamentos, não significa observá-la. Olhamos a imagem, mas não a vemos. Para existir um olhar compreensivo, e este nasce originalmente de um olhar curioso, é necessário fazer escolhas. Escolher a sala [do museu], escolher uma única obra, um autor. Olhar poucas imagens ao redor, olhar com atenção e curiosidade. Uma pinacoteca não é uma televisão. Isto não porque a Arte seja sublime e a televisão contenha apenas lixo, mas porque a diferentes meios correspondem diferentes lógicas de exibição das imagens. Enquanto o produto televisivo é produzido por acúmulo, a obra de arte, realizada centímetro por centímetro, é pensada por rarefação. Conduzir os próprios olhos no interior das salas de um museu não deveria ser um gesto como aquele de trocar de canal do aparelho de TV. ¶ O esfacelamento do olhar é nocivo a uma percepção em profundidade —única maneira útil a permitir a reflexão. Muitos museus são dominados pelo critério da acumulação. Ou seja, maior o número de obras primas, mais importante parece ser o próprio museu. O efeito é paradoxal: quanto mais obras são agrupadas, tanto menor é a atenção que o visitante lhe dedica, e tanto maior é a canseira. Argo, no entando, com seus cem olhos, arrisca-se a ir dormir com os pés doloridos. ¶ O equívoco de nossa suposta civilização das imagens é afirmar que ler as imagens é mais fácil e simples que ler a palavra escrita. ¶ Olhar não é ver. Como nas academias de arte e nas escolas de desenho pode ser mais útil educar em primeiro lugar o olhar, antes de treinar a mão, assim nos museus e nas galerias de arte poderia ser produtivo estimular um olhar com inteligência, dar acuidade à perspicácia perceptiva, desenvolver a intensidade da visão. ¶ Procurar compreender se no interior ou diante de uma obra existe uma narrativa e, em caso de resposta afirmativa, compreender qual, significa avançar um passo para apreender a ler as imagens. Entender a maneira como uma história é narrada, tanto quanto representada visualmente nos permite aprofundar o nosso conhecimento visual. Dirigir a atenção aos princípios narrativos que podem estar presentes numa obra de arte nos empurra a observá-la numa perspectiva diferente. Portanto diante de uma tela ou de um bloco de mármore podemos experimentar algumas perguntas: narra uma história? ¶ Qual? De que tipo? De que modo?

Isto não é uma família tipográfica

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Hoje topamos a todo momento com as mais diversas gracinhas tipográficas: umas tentam “inventar a roda”, outras “ouviram o galo cantar ao norte” e umas não sabem dizer a quê vieram. ¶ Há também um infinidade de lindas criações tipográficas que falam do nosso tempo com alta qualidade tipográfica. ¶ Dead history e Bits são manifestos culturais, como o foram um dia os manifestos futuristas, impressionistas, cubistas; os textos de Robert Venturi e Rem Koolhaas para a arquitetura; e tantos outros. ¶ O tipo de Scott Makela, desenhado em 1990, narra o fim da tipografia de suporte material, metálico ou fotográfico e, também anuncia, uma nova era. Você até pode usar na capa de sua revista… ¶ Bits, de 1999, desenhado com base em peças do lixo pósindustrial, conta outras histórias, nega a estrutura clássica de relações harmônicas de tamanhos, corpos, kern e formas. Mas vai além, propõe uma busca arqueológica como modo de preservação cultural.

Design Scott Makela

Design Scott Makela

[caption id="attachment_212" align="alignleft" width="315" caption="Design Paul Elliman"]Design Paul Elliman[/caption]

J.Cunha o inventor do design visual do carnaval da Bahia

quinta-feira, 9 de abril de 2009

José Antonio Cunha, acima de tudo é um grande designer, nasceu em Salvador em 1948, considerado por Adélia Borges como o inventor do design visual do carnaval baiano, é também artista, cenógrafo, figurinista com participação em centenas de eventos no Brasil, na África, Europa e USA.
É, de longe, o trabalho mais impressionante da mostra Design brasileiro hoje: Fronteiras, que se realiza no MAM, Ibirapuera, SP até 28 junho 2009.
Contato | jcunhabahia@yahoo.com.br

Design J.Cunha

Design J.Cunha

As pedras do Rio das Antas, Bento Gonçalves, RS

terça-feira, 7 de abril de 2009

Bez Batti é (contraditóriamente) um escultor da natureza. Quer dizer que contrapõe o cultural ao natural com uma fineza e uma poesia indescritíveis. Bez mora ao lado do Rio das Antas, no Rio Grande do Sul e é dele que retira suas pedras e suas visões do mundo.
O livro tem fotos de Valdir Ben, da Visograf de Bento Gonçalves.

Foto Valdir Bem, Visograf, Bento Gonçalves, RS.

Foto Valdir Bem, Visograf, Bento Gonçalves, RS.

Design . Rede Mídia

terça-feira, 7 de abril de 2009

Estudos realizados pela CNI – Confederação Nacional das Indústrias – indicam que 75% das empresas que investiram em design aumentaram suas vendas. O bom resultado ainda não é suficiente para atrair as pequenas e médias empresas, que só agora começam a perceber que design não é luxo.

De acordo com a mesma pesquisa, o investimento delas, em design, é muito pouco: entre 1% e 5% da receita líquida. O bom design agrega valor ao produto em termos de estética, ergonomia, conforto e funcionalidade, além de ser um elemento importante na racionalização da produção.

Mas a quantas anda o design brasileiro? Ele já tem uma identidade? Qual o seu nível de competitividade? Você já ouviu falar em eco design? O design é o tema do Rede Mídia desta segunda, que entrevista os professores Eduardo Braga da Fumec e Gisele Saffar da Uemg.

Nome e marca Ciclos Odontologia

segunda-feira, 6 de abril de 2009

marca-www

Nome e marca para clínica odontológica

Design: Eduardo Braga
Produção executiva: Patrícia Rezende