Curta // Longa, a escolha é sempre sua.

27 de janeiro de 2012

Não faça da sua vida um curta.

Crie, conecte e compartilhe, para que sua vida seja um longa.

@eduardobraga

Regras e convenções

26 de janeiro de 2012

Introdução

O design contemporâneo, em particular nas suas manifestações visuais —o gráfico e o digital—se caracterizou nas duas últimas décadas  por uma profunda mudança de seu sistema de produção, e por consequência em transformações na sua linguagem.¶ Das técnicas mecânicas de desenho, reprodução e produção nas quais as áreas de especialização eram estanques e de responsabilidade de diversos profissionais, passamos a um sistema integrado onde o designer é um faz tudo: escreve, compõe a tipografia, fotografa, imprime provas e organiza um mock-up quase igual ao produto industrializado. De um processo baseado em materialidade, passamos a um virtual.¶ Esse novo universo questiona as regras e convenções do passado, mas não pode prescindir do conhecimento adquirido pelas geraçõe anteriores e de um compromisso com a sociedade.

Palavras chaves
Design gráfico, regras e convenções, editar e projetar, cultura visual e tecnologias.

Regras e convenções por Claudio Ferlauto
Bons designers são bons editores porque são capazes de escolhar entre uma solução e outra. Editar sugere uma metodologia básica de trabalho que não é apenas uma escolha de modelos formais mas decisões que dão formas aos conceitos.
Jessica Helfand

Tipografia não tem regras, apenas convenções. Gerald Hunger

Regras e convenções tem sido discutidas no design desde o sempre. Isto é, desde que elas existem e eram poucas e dogmáticas. Mas contestá-las é uma atitude recente, assim como, discutí-las. Mesmo assim esse debate ainda se parece com aquele acontecido no início do século XX quando a geração modernista iniciou sua batalha contra a tradição. No centro do debate atual está a negação da estrutura como elemento organizador do design, na outra, a recusa da ornamentação como parte de sua estrutura. A discussão mais recente é uma negação (ou uma revolta) contra a grade e a legibilidade previsível do modelo racionalista e funcionalista, na do passado, conforme Charles Jencks, é uma “reforma protestante” que põe todo ornamento fora da lei. A nova escritura exige, dizem seus criadores, que aprendamos a ler segundo outras convenções que não aquelas estabelecidas no modernismo. E afirma também que essa  legibilidade não garante mais a comunicação. No primeiro embate há a recusa por tudo que não pareça ou seja prático e útil. No outro o excesso, qualquer que ele seja, não é mais pecado estético ou um mau passo profissional.¶ No âmago dessas questão, acontecidas no início e no final do século passado, encontramos uma discussão sutil: se eliminamos o ornamento o que é que o design pode oferecer a seus usuários como prazer, deleite ou mesmo, como conhecimento? Resolver problemas, informar, criar identidades é o que ele se propõe desde o modernismo. O maneirismo modernista, mesmo em seu minimalismo, tornou-se igualmente um ornamento: o ornamento funcional. E ele é facilmente identificável no uso de certas cores, texturas, materiais industriais, nas relações ergonômicas etc. Esse (não)ornamento é hoje uma citação cultural e uma referência histórica como foram outrora o barroco e os estilos que se desenvolveram ao longo do século XIX.¶ A produção contemporâneo do design (e das artes também) está baseada em afirmações dos profissionais e dos artistas que determinam que “isto é” ou “isto não é” design (ou arte). As decisões não são mais tomadas em função de qualidades formais ou funcionais dos produtos ou das obras, mas por sua posição numa escala de preferências medidas por “ibopes”, por listas de mais vendidos, de escolhidos para o Oscar etc. Assim, sem a relevância da qualidade ou da necessidade da obra, seja design ou literatura, o que importa é que seja consumida aos milhões e, dessa forma, garanta seu lugar no panteão dos premiados e nos assentos das academias. Assim é para automóveis, celulares, idéias e políticas: estar em sintonia com a maioria consumidora. Mas isso nem sempre coloca produtos ou idéias honestas em circulação como vemos quase que diariamente nos meios de massa e nos anúncios de recall das grande corporações. Há excessões, é claro.¶ Agora retornemos às escolhas. As gerações formadas e educadas sob o modernismo não tinham escolhas: ou eram modernos ou eram conservadores, o que naqueles tempos era quase ser um nada. Atualmente a massa que procura uma formação precisa pensar em outras estratégias para não acabar como gerações que nada sabem criar ou criticar. Precisam se organizar e aprimorar suas capacidades de fazer escolhas. Além daquelas de consumo: dos jovens estudantes aos profissionais mais experientes, todos dependem de suas habilidades em fazer escolhas no universo das informacões, conhecimentos, posições e caminhos que se abrem minuto a minuto em suas vidas. Para criar um produto precisamos escolher entre muitas idéias, técnicas, materiais, conceitos etc. Acontece algo semelhante quando precisamos escrever um texto: é precido escolher as idéias, as formas narrativas, as palavras, a pontuação, o ritmo.¶ Nas últimas décadas o designer tornou-se um editor de editores: todo exercício criativo, quer seja gráfico ou cinematográfico, envolve seleção de dados, de formas e de tecnologias para sua execução. Numa pequena animação digital para celular estão envolvidos um argumento verbal, uma composição visual, uma narrativa organizada por planos, cortes, sons e música e uma edição compatível com as disponibilidades do usuários e com as características da mídia. O designer tem de saber conversar com os outros envolvidos sejam eles da area de criação, de tecnologia, de mercado ou de produção.¶ O projeto de uma família tipográfica, por exemplo, precisa perguntar-se onde se situa na disciplina e na história. Sem o quê torna-se impossível pensar criticamente sobre esse trabalho, como ensina Fred Smeijers, no seu livro- manifesto Type Now. Desta forma o ato de criar é também um ato de perguntar: o que desejo que meu projeto faca? O que quero que sejam os tipos que estou desenhando? Como quero que meu objeto funcione? Editar ou projetar é portanto saber escolher e saber perguntar.¶ Essas perguntas não podem, como antigamente, ser respondidas apenas nos aspectos funcionais e práticos, mas devem estender suas preocupações para o meio social e para seus usuários. Editar, fazer design, criar ou seja lá o modo como se intitule essas atividades, pressupõe sempre estar atento ao papel que desempenhamos na sociedade. De modo planejado e sistemático, como recomenda Khaterine McCoy.
Bibliografia
HELFAND, Jessica. Screen: Essays on Graphic Design, New Media and Visual Culture. Nova York:Princeton Architectural Press, 2001.
JURY, David. About Face: Reviving The Rules Of Typography. Hove: Rotovision, 2004.
JENCKS, Charles. What is Post-Modernism, Londres: Academy Editions, 1986.
MCCOY, Khatherine. Hybridity Happens, in revista Emigre #67. Berkeley, Emigre, 2004.
SMEIJERS, Fred. Type now, Londres: Hyphen Press, 2003.

Reunião: pontos de vista

26 de janeiro de 2012

Pontos-de-vista-IPontos-de-vista-II

Adélia Borges: Design+Artesanato

26 de janeiro de 2012

Não há um procedimento padrão ou receituário para as ações de revitalização do artesanato – e nem poderia ser de outra forma, já que diferentes situações exigem diferentes respostas, diz Adélia Borges no livro. Se não há uma resposta única, há alguns pressupostos. A constatação e a análise do que pré-existe num determinado lugar são condições indispensáveis para traçar uma estratégia de trabalho, caso a caso.¶ Com quase três décadas de dedicação ao estudo do design, Adélia Borges faz uma análise meticulosa das ações desenvolvidas em todo país e contribui para enfraquecer o preconceito que atribui conotação de inferioridade ao que é feito à mão e de superioridade ao que é projetado pelo intelecto.Design + Artesanato: o caminho brasileiro¶ Editado pela Terceiro Nome de São Paulo a obra tem 240 páginas e edições em português e inglês. O patrocínio é do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da agência de publicidade Leo Burnett Taylor Made (LBTM), com apoio do Ministério da Cultura por meio da Lei Rouanet.¶ Lançameno dia 2 de fevereiro, das 19h30 às 22h,  A Casa – Museu do Objeto Brasileiro, rua Cunha Gago, 807   em Pinheiros,  São Paulo.
capa-livro-Adelia,

Frank Gehry e o transatlântico

23 de janeiro de 2012

Frank Gehry copy

Férias e o retorno

23 de janeiro de 2012

Gamboa 1

Gamboa do Norte, SC

Gamboa do Norte, SC

Olhar&compor

19 de dezembro de 2011

Olhar. Assim como o escritor
tem na leitura sua matéria prima criativa,
os designers
contemporâneos têm a sua
no olhar, na escrita e na leitura.
Anotar. Grande parte das
anotações resultantes do olhar
são observações verbais
e traços com as idéias iniciais.
Estruturar. O grid/grade
é uma estrutura.
Ela começa de modo simples:
definir o que está
em cima e o que está embaixo.
O que vai à esquerda ou à direita.
A página. Sempre pensar
na página dupla,
que é o modo como ela é visualizada pelo usuário.
Toda página tem uma carga de simetria que pode
se transformar em assimetria.
A tipografia. Caligrafia,
lettering/desenho de letras
e tipografia não são a mesma coisa:
as três atividades apenas
tem uma coisa em comum, a letra.
A composição. Compor
a página ou o texto é como
compor música: é necessário
pensar em ritmo, harmonia,
silêncios e vazios.
O leiaute é a interpretação dos elementos
da composição, sejam eles
textos, imagens,
contextos ou superfícies.
A interpretação. O resultado
é a composição organizada
segundo a interpretação dos
editores e dos designers:
uma partitura para ser
interpretada pelo leitor ou usuário.
Quando bem composta
realiza uma de suas funções
que é comunicar.

Claudio Ferlauto

Mais BH: Palíndromo

19 de dezembro de 2011

A importância da palavra que já foi publicada.

Conceito – Palíndromo,relação em publicação plural.


O tema trabalhado no primeiro número da publicação, que tem como conceito – Palíndromo, da Rona Editora, foi a relação. Relação impressa em 28,5 x 42 cm. Impressa em nossa consciência gráfica e no inconsciente do leitor. Relação apresentada em página branca para o texto, a arquitetura, o poster, a crónica—carta, a ilustração, o autorretrato no design, o olhar que captura–fotografa a moda, a publicidade em dois sentidos–dois canais, o velho, o novo, o tradicional, o futuro, o papel e a tecnologia, a relação entre todos estes elementos conduzida pelo design ou reconduzidas através do design. Tudo isto está agora impresso, agrupado para se desagrupar, ordenado para ser desordenado. Publicação para ser lida, vista, sentida e exposta. Publicação trancada em si, envolta em seu berço, sua caixa, que aberta para o nosso olhar expande seu conteúdo na ordem que recebemos. Palíndromo em qualquer sentido é uma volta as melhores referências locais, que já são nacionais, internacionais, mas preservam a essência constante da regionalidade atemporal dos mineiros envolvidos com suas relações profissionais neste projeto. Sobre o tema – Márcia Larica e Olímpia Helena Couto; Arquitetura – Gustavo Penna; Arte – Rogério Fernandes (fotografia de Marco Mendes); Crônica – Mary Figueiredo (ilustração de Gabriel Figueiredo); Design – Alessandra Maria Soares; Fotografia – Jomar Bragança; Moda – Tereza Santos e Thelma Vilas Boas; Publicidade – Carla Madeira; Tecnologia – Koji Pereira. Relações articuladas e projetadas com concepção e coordenação editorial da Greco Design.

Visões, relações e impressões do AMOR, do PONTO DE VISTA INCOMUM, da ARTE, das CADEIRAS NA VARANDA, do DESIGN x PESSOAS, das INFLEXÕES, da UNIVERSAL SINGULARIDADE, para toda AÇÃO uma RELAÇÃO e do PAPEL COMO TECNOLOGIA, E NÃO TECNOLOGIA COMO PAPEL.

Para expressar esta visão plural do tema, diversos processos de impressão, tipos de papel e acabamentos foram utilizados. Não para potencializar o discurso latente dos textos, imagens e técnicas. Não para comemorar uma relação fértil e produtiva dos 35 anos da Rona Editora com o mercado mineiro de design, publicidade e comunicação. E sim para imprimir, registrar, resgatar e documentar uma relação criativa, forte, pulsante, um ciclo com o mercado ao longo destes anos.

Eduardo Braga

Notícias de BH: PessoasDesign,754

19 de dezembro de 2011

Cursos de design e gestão estratégica em Belo Horizonte

Por Eduardo Braga

O encontro da prática com a prática, da prática com a teoria e da teoria com
a prática. 60 horas de vivência, experiência e imersão no ambiente profissional
das Pessoas. 10 designers participam da 1ª experiência de agosto a outubro

com Billy Bacon (Boldº_a design company/RJ),

Eduardo Braga (Pessoas Comunicação de Marcas/MG) e

Giovanni Vannucchi (Oz Design/SP) para colaboração,
aprendizado, projeto de estratégia e design de marca para instituição

voltada a causa social – Caminhos da Sobriedade de Caeté, MG.

Contatos

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Preparando os meses de férias

1 de dezembro de 2011
AZ-2

Calendário desenvolvido para cliente de Curitiba e recusado porque "não está de acordo com o que esperávamos"